segunda-feira, 13 de julho de 2009
15/03/2009
Desculpe meu bem
Mas são essas bases que me sustentam e mantém meus dois pés fincados no chão.
Não tenho luz além dessa que me entra pela janela, nem dor maior que a que sinto no estômago.
Nasci como todo mundo nasce e cresci sem grandes historias, não tenho nada além dessa melancolia que me é companhia desde que nasci e segundo os astros, aqueles das revistinhas, será companheira eterna.
Afasto todos que me amam pela minha felicidade, mais ainda pela minha dor, não sou personagem de Manoel Carlos muito menos de novela mexicana, não vivo apenas pra ter historias pra contar, das mais importantes só as conto pra mim e mais ninguém, meu silêncio é ouro, cada gota que sai do meu corpo também, não conto gotas, essas são migalhas, prefiro enchente, tempestade.
Tudo que tenho são lembranças, lembrança que lembra cheiro, que lembra gosto.
Cuspo sangue, sangue esse que me ensina como é morrer e continuar vivendo.
E sigo.
domingo, 12 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Escolha errada pra uma sexta feira vazia, não que o livro seja ruim, pelo contrario, Até o dia em que o cão morreu é tão “gente como a gente” que eu tive inúmeras vezes vontade de atirar a porra do livro na parede, “vai pra puta que pariu com essa tua historia porra”. Me agrada pensar que a minha vida daria uma historia, mesmo que num livrinho simples, aha a merda da minha vida é muito mais interessante que a sua, de repente nem é, mas gosto de pensar assim.
Lenine quando toca, me toca
Devo estar!
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua...
*que lua é essa, sinto vontade de arrancar as grades da janela.

